Aula de Roteiro 30 – Formatação – Parte 3

Eis que ressurgindo das cinzas – afinal, estou dando mais atenção à produção das HQs do Zap! HQ – as aulas de roteiro.  Vimos formatação de quadrinhos, formatação para cinema e TV e, agora, formatação para teatro.

A primeira coisa que o escritor teatral deve pensar é no custo. O seu roteiro é para ser encenado por qual tipo de “companhia teatral”? É uma peça para as crianças da terceira série de uma escola encenarem? Ou é para os alunos de um curso de teatro? Você quer que sua peça seja para atores profissionais? Então, antes de qualquer coisa, tenha em mente o custo. O palco é o único espaço disponível. Ele é imutável. E também não há como prever em que lugar a peça será encenada. Não dá pra saber se será em um grande teatro como o Coliseu em Santos ou o Teatro Municipal de São Paulo ou se será no palco da sede de sindicato de alguma categoria. Ou em um auditório de uma faculdade.

Dessa forma, as descrições devem ser bem abertas. Descreva como “quarto da Joyce” ao invés de escrever que tem uma cama de casal, dois criados-mudos, um abajur, uma penteadeira, um guarda-roupa, um mancebo de ferro, uma poltrona e qualquer outro item. Se o item em questão não é usado ou não faz diferença dramaticamente falando, não o coloque. Evite aumentar o custo de produção.  O quarto será criado pela produção seguindo a descrição da personagem. Vamos dizer assim:

JOYCE – Entre 30/35 anos. Jornalista desempregada. Culta, mas emocionalmente instável desde que ficou sem trabalho, criando tendências autodestrutivas. Classe média-alta.

A produção e o diretor discutirão como podem fazer para criar o quarto de uma jornalista com essas características psicológicas e financeiras seguindo o orçamento da peça. Ponto.

Então seja sucinto e econômico em relação a cenários e figurinos. Descreva o básico. Além de você ter mais espaço na página para escrever mais e assim desenvolver melhor sua história, você dá brecha para a produção e a direção brincarem um pouco. Você dá liberdade tanto a eles quanto a você.

CAPA DO ROTEIRO

Mesmo esquema da capa de roteiro de cinema. Não viu? Clique aqui.

APRESENTAÇÃO DO ROTEIRO

Nome da peça;

Descrição da peça: gênero, número de atos, quantidade de páginas. Alguns gostam de colocar número de personagens, dizendo quantos são homens, quantos são mulheres e se já diferença de idade entre eles. Por exemplo: “Cinco homens (duas crianças) e três mulheres (uma criança)”;

Apresentação dos personagens: descrição de cada personagem em até cinco linhas. Aliás, cinco linhas já é muito para alguns diretores. O ideal são duas linhas. O essencial do que você precisa saber do personagem em questão. É por aqui que o diretor e o produtor terão alguma ideia do perfil do(a)  ator/atriz para cada personagem.

Três linhas em fila para separar a Apresentação do roteiro do roteiro em si.

O ROTEIRO

No Final Draft, o software líder em edição de roteiros, você vai em File > New. Aparecerá uma janela com as opções. Entre as centenas de opções de formatação para cada mídia, há Stageplay 1, Stageplay 2 e Stageplay 3. Ou seja, três opções para formatação de teatro. A que apresento aqui é a Stageplay 1, a que mais gosto. O ideial é se concentrar em aprender essa e, depois de dominar (o que não é difícil), ir para as outras. Dominar a Stageplay 1 faz com que as outras duas se tornem mais fáceis. E aí você escolhe a opção que preferir.

Abra com “Ato I”. No teatro, para fins de organização e de análise da peça, há a separação clara entre os atos.

Depois entre com o Cabeçalho da Cena, exatamente como é na formatação para cinema. Mais uma vez, alguns gostam de colocar o numero da cena ao lado do cabeçalho, o Final Draft lhe dá essa opção.

Na sequência, vem a Ação, ou seja, descrição do que a plateia está vendo. Diferente da formatação de cinema e quadrinhos, a Ação fica no canto direito, em uma formatação própria e mais contida. Isso ocorre porque – caso tenha lido as aulas desde o começo, vai lembrar – que o teatro é a arte do diálogo. Teatro é puro diálogo. O diálogo domina a peça, nas as ações. Em outras palavras, há mais diálogos do que ações.

Isso ocorre por dois motivos. O primeiro é que boa parte das Ações dependem do uso de objetos, cenários e figurino. Então praticamente quase toda a Ação feita por um personagem precisa ser centrada apenas nele, evitando muita interação entre o ator e o objeto/cenário/figurino. Quanto mais interação entre o ator e alguma outra coisa que não seja outro ator, é custo para a produção.

A outra razão é porque dá uma liberdade aos atores de, ao ler determinada fala, criar suas expressões e gestos que melhor representem a inteção/sentimento daquela fala em questão. Ou seja, dá margem para eles criarem. E, óbvio, eles gostam disso.

Vale lembrar que nomes de personagens aparecem em caixa alta.

Depois vem os diálogos. Nesse caso, nomes de personagens em caixa alta e centralizados. Falas alinhadas à esquerda, diferenciando-as da Ação. Assim como no roteiro para cinema, há os Parêntesis para indicação de Ação ou Sentimento. No caso de musicais, as letras das músicas entram nos diálogos.

Escrevi o início de uma peça para que veja como é a formatação teatral seguindo o estilo Stageplay 1 do Final Draft.

5 PERGUNTAS PARA… EMÍLIO BARAÇAL

No último dia 17/02, o Observatório Nerd fez uma mini-entrevista com o editor e roteirista Emílio Baraçal para sua seção 5 Perguntas Para…, onde ele revelou bastante coisa sobre o andamento e objetivos do Zap! HQ. Confira:

http://www.mundodeelcid.blogspot.com/2012/02/5-perguntas-para-emilio-baracal-zap-hq.html

Fica desde já o agradecimento a Thiago “El Cid” Cardim pelo interesse no Zap! HQ.

VEJA A PÁGINA 01 DO CAPÍTULO 01 DE ANARQUIA

Em comemoração ao Dia do Quadrinhos Nacional, divulgamos aqui a primeira página do primeiro capítulo de Anarquia. Não íamos soltar ainda, mas não poderíamos deixar de dar nossa contribuição às comemorações, certo?

Anarquia é criação de Emílio Baraçal e Carlos Eduardo Corrales (roteiros), Felipe Watanabe (desenhos), Carlos Eduardo Ferreira (arte-final) e Salvatore Aiala (cores).

VEJA O VISUAL DE CAPETA, O PRIMEIRO INTEGRANTE DE OS BANDEIRANTES REVELADO

Eis o primeiro personagem revelado da série Os Bandeirantes. Chama-se Capeta. A arte é de Hélio de Oliveira (lápis) e Carlos Eduardo Ferreira (arte-final). Os Bandeirantes é a única série que ainda não tem colorista.

“Capeta” é o codinome de Adão, um ser criado em laboratório com a mistura do DNA humano com o DNA da raça alienígena capturada em Varginha/MG com a ajuda dos próprios alienígenas capturados em 1996.  Devido a isso, tem apenas sete anos de idade, sendo praticamente uma criança. Sua aparência monstruosa – semelhante a um demônio – lhe valeu seu codinome. Como é o primeiro – e por enquanto, único de sua espécie – ganhou o nome bíblico, Adão.

Adão não tem sobrenome. Ele estranha isso. Ele nasceu e cresceu preso em um laboratório. Ele não conhece nada além disso e quer conhecer o resto do mundo, além de brincar com outras crianças. Tudo que ele quer fazer é conhecer seus pais – que na verdade não tem – e conhecer o resto do mundo, aonde as outras pessoas a seu redor vão que ele nunca sabe. Como toda criança, ele quer brincar. E isso pode ser muito, muito perigoso.

Adão não entende porque as outras pessoas são tão diferentes dele. Ele desconfia de algo errado, estranho e está o tempo todo tentando saber o que está acontecendo. Ao conseguir sair do laboratório, terá um choque com o mundo exterior. O efeito disso nele será muito pesado.

Ele é absurdamente forte e resistente. Consegue também absorver energia cinética – impacto – exercida contra ele, de forma a ficar ainda mais forte. Tem três corações: um bombeia, o outro absorve a energia e o converte em força muscular e o terceiro é seu reserva em casos de excesso de energia, aliviando os outros dois. Fisicamente impossível de ser detido, é vulnerável a poderes mentais, emocionais e magia.

Agora, imagine uma criança de sete anos com tamanho poder e sendo contida o tempo todo… uma hora o barril de pólvora estoura.

Ele gosta de futebol, mas não sabe ainda para qual time torcer.

Com roteiros de Emílio Baraçal, veja mais (na verdade, MUITOS!) detalhes de Os Bandeirantes, clique aqui.

INTEGRANTES DO ZAP! HQ PRÉ-INDICADOS AO EAGLE AWARDS

2012 começando com notícias boas! Neste post mostramos que Jack Herbert e Marcelo Maiolo, respectivamente desenhista e colorista de Arkanus, uma das quatro séries do Zap! HQ, estão concorrendo ao Broken Frontier Awards e ao Horror Comic Awards. Agora, além de os dois estarem pré-indicados ao Eagle Awards, eles tem a companhia de JP Mayer, arte-finalista de Arkanus. Confira:

JP Mayer na categoria Favourite Artist: Inks

Marcelo Maiolo na categoria Favourite Colourist

Marcelo Maiolo é o colorista de Demon Knights, um dos novos 52 títulos da DC Comics que está pré-indicado a duas categorias:  Favourite American Comicbook: Colour e Favourite New Comicbook.

Já a revista Kirby Genesis (da Dynamite Entertaiment) onde o desenhista é Jack Herbert, está pré-indicado na categoria Favourite American Comicbook: Colour. Se reparou, até rola uma rivalidade aí, já que Demon Knights concorre contra Kirby Genesis.

Para votar, basta clicar neste link.

Reiteramos, mais uma vez, o que foi colocado no outro post: se esses três, trabalhando separadamente no mercado americano estão detonando… imagine ao fazer Arkanus aqui no Brasil. Parabéns, trio arkano!

ARTISTAS DO ZAP! HQ CONCORREM A PRÊMIOS INTERNACIONAIS

Dois artistas que fazem parte do Zap! HQ estão concorrendo a prêmios internacionais de quadrinhos.

O primeiro é o desenhista Jack Herbert, que está concorrendo na categoria Melhor Série de 2011 (Ongoing Series of the Year) no Broken Frontier Awards. Para votar, só clicar abaixo e escolher “Kirby: Genesis”:

http://www.comicmonsters.com/award-vote-53-Ongoing_Series_of_the_Year_2011.html

Jack é o artista de Kirby: Genesis, série feita pela Dynamite Entertainment, fazendo a arte em parceria com ninguém menos do que Alex Ross.

O segundo é o colorista Marcelo Maiolo, que concorre em duas categorias no Horror Comic Awards, que pode ser visto no seguinte link:

http://www.comicmonsters.com/horror-comic-awards.html

Para votar em Marcelo Maiolo, as duas categorias são:

Melhor Colorista (Colorist of the Year 2011): http://www.comicmonsters.com/award-vote-58-Colorist_of_the_Year_2011.html

Melhor Série (Ongoing Series of the Year 2011): http://www.comicmonsters.com/award-vote-53-Ongoing_Series_of_the_Year_2011.html

Ambos são companheiros de trabalho no Zap! HQ, sendo respectivamente desenhista e colorista de Arkanus, personagem místico do selo. Se separados estão detonando no mercado americano, imagina trabalhando juntos no mercado brasileiro.

PESQUISA DE MERCADO DE QUADRINHOS – RESULTADO: PARTE FINAL

Parte final do resultado da Pesquisa de Mercado de Quadrinhos.

41 – CASO LEIA, MAS NÃO COMPRE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DIGITAIS, ATÉ QUANTO PAGARIA CASO O FIZESSE?

42 – CASO COMPRE QUADRINHOS DIGITAIS, QUAL É SUA FORMA PREFERIDA DE PAGAMENTO?

 

43 – VOCÊ COMPRARIA A MESMA HQ TANTO NA VERSÃO IMPRESSA QUANTO NA VERSÃO DIGITAL?

44 – CASO LEIA HQS DIGITAIS, QUAL É SUA FORMA PREFERIDA DE LEITURA?

45 – CASO LEIA HQS DIGITAIS, QUAL É O MELHOR MEIO DE FAZÊ-LO?

46 – VOCÊ LERIA HQS DIGITAIS EM UMA TELEVISÃO ATRAVÉS DE UM VIDEOGAME?

47 – CASO TENHA PARADO DE LER QUADRINHOS, QUAL FOI O MOTIVO?

48 – ATÉ QUE IDADE LEU QUADRINHOS COM REGULARIDADE?

49 – SE VOCÊ TENTOU VOLTAR COM O HÁBITO, O QUE O FEZ DESISTIR DE NOVO?

50 – QUAL TIPO DE HQ VOCÊ GOSTAVA MAIS QUANDO TINHA O COSTUME DE COMPRAR?

51 – SE VOCÊ LIA SUPER-HERÓIS, QUAL É A EDITORA QUE VOCÊ MAIS GOSTAVA?

52 – QUAL É O GÊNERO DE HISTÓRIAS QUE VOCÊ MAIS GOSTAVA?

53 – SUPONDO QUE VOCÊ VOLTE A COMPRAR, ATÉ QUANTO VOCÊ GASTARIA EM UMA REVISTA MENSAL COM 4 HISTÓRIAS DE 24 PÁGINAS CADA (TOTALIZANDO 96 PÁGINAS DE HISTÓRIA)?

54 – SUPONDO QUE VOCÊ VOLTE A COMPRAR, ATÉ QUANTO VOCÊ GASTARIA EM UMA HQ ENCADERNADA?

55 – SUPONDO QUE VOCÊ VOLTE A COMPRAR, QUAL É O SEU FORMATO PREFERIDO PARA AS REVISTAS PERIÓDICAS IMPRESSAS?

56 – SUPONDO QUE VOCÊ VOLTE A COMPRAR, VOCÊ PREFERE HISTÓRIAS COM:

57 – CASO GOSTE DE HISTÓRIAS COM VÁRIOS CAPÍTULOS, QUAL É A MELHOR OPÇÃO PRA VOCÊ?

 58 – CASO LEIA SUPER-HERÓIS, ASSINALE ATÉ 5 ITENS QUE VOCÊ NÃO GOSTAS NAS HISTÓRIAS DELES

Questão de múltipla escolha, que teve múltiplas combinações. Pegando apenas as vezes que cada item aparece, eis a relação:

Megassagas intermináveis: 104 vezes

Ter que ler a revista do herói X para entender o herói Y: 88 vezes

Revistas interligadas: 93 vezes

Personagem morre e ressuscita depois de um tempo: 81 vezes

Uma megassaga depois da outra: 78 vezes

Erros de cronologia: 73 vezes

Retcon: passado remodelado de um personagem – tudo o que você sabia sobre ele não era verdade: 42 vezes

Lançar uma história em capítulos mensais para depois lançar tudo encadernado – se vai lançar tudo junto depois, por que compraria os capítulos?: 36 vezes

Ação de mais, história de menos: 35 vezes

Recontar a origem de um personagem pela milionésima vez: 33 vezes

Personagem onipresente – ele aparece em quase todas as revistas da editora (síndrome de Wolverine): 28 vezes

Realidades alternativas: 28 vezes

Capas variante e/ou especiais (laminadas, por exemplo): 17 vezes

Histórias com viagem no tempo, pois só abrem buracos nos roteiros das histórias seguintes: 10 vezes

Todas acima. Se não existissem, eu voltava a ler quadrinhos: 8 vezes

História demais, ação de menos: 4 vezes

Não sei o que são as opções acima/na minha época não tinha nada disso: 2 vezes

59 – SOBRE SUPER-HERÓIS BRASILEIROS, VOCÊ ACHA POSSÍVEL DAR CERTO?

60 – QUAL VOCÊ ACHA QUE É O MAIOR PROBLEMA PARA OS SUPER-HERÓIS NACIONAIS DAREM CERTO?