VEJA O VISUAL DE CAPETA, O PRIMEIRO INTEGRANTE DE OS BANDEIRANTES REVELADO

Eis o primeiro personagem revelado da série Os Bandeirantes. Chama-se Capeta. A arte é de Hélio de Oliveira (lápis) e Carlos Eduardo Ferreira (arte-final). Os Bandeirantes é a única série que ainda não tem colorista.

“Capeta” é o codinome de Adão, um ser criado em laboratório com a mistura do DNA humano com o DNA da raça alienígena capturada em Varginha/MG com a ajuda dos próprios alienígenas capturados em 1996.  Devido a isso, tem apenas sete anos de idade, sendo praticamente uma criança. Sua aparência monstruosa – semelhante a um demônio – lhe valeu seu codinome. Como é o primeiro – e por enquanto, único de sua espécie – ganhou o nome bíblico, Adão.

Adão não tem sobrenome. Ele estranha isso. Ele nasceu e cresceu preso em um laboratório. Ele não conhece nada além disso e quer conhecer o resto do mundo, além de brincar com outras crianças. Tudo que ele quer fazer é conhecer seus pais – que na verdade não tem – e conhecer o resto do mundo, aonde as outras pessoas a seu redor vão que ele nunca sabe. Como toda criança, ele quer brincar. E isso pode ser muito, muito perigoso.

Adão não entende porque as outras pessoas são tão diferentes dele. Ele desconfia de algo errado, estranho e está o tempo todo tentando saber o que está acontecendo. Ao conseguir sair do laboratório, terá um choque com o mundo exterior. O efeito disso nele será muito pesado.

Ele é absurdamente forte e resistente. Consegue também absorver energia cinética – impacto – exercida contra ele, de forma a ficar ainda mais forte. Tem três corações: um bombeia, o outro absorve a energia e o converte em força muscular e o terceiro é seu reserva em casos de excesso de energia, aliviando os outros dois. Fisicamente impossível de ser detido, é vulnerável a poderes mentais, emocionais e magia.

Agora, imagine uma criança de sete anos com tamanho poder e sendo contida o tempo todo… uma hora o barril de pólvora estoura.

Ele gosta de futebol, mas não sabe ainda para qual time torcer.

Com roteiros de Emílio Baraçal, veja mais (na verdade, MUITOS!) detalhes de Os Bandeirantes, clique aqui.

EMÍLIO BARAÇAL REVELA OS PRIMEIROS DETALHES DE OS BANDEIRANTES

Em um jogo de perguntas e respostas com o departamento de marketing, o roteirista Emílio Baraçal revela detalhes do grupo do Universo Zap! HQ, Os Bandeirantes.

Os Bandeirantes. Quase nada dessa série foi divulgada ainda. Do que se trata?

O governo brasileiro desvia ilegalmente milhões da verba pública para financiar um projeto secreto cujo objetivo é criar um grupo militar especial a fim de proteger as reservas energéticas do país e também de qualquer tipo de ameaça externa.

O Brasil é o país com a maior diversidade de energia e também um dos que estão entre as maiores reservas. Qualquer tipo de energia é criada e armazenada no país e isso é algo raro no mundo. Das toneladas de material pesquisado entre reportagens de revistas, jornais e sites, além de conversas com cientistas, jornalistas e políticos, há alguns livros e um deles que tem sido boa base para Os Bandeirantes é o Relatório da CIA – Como será o mundo em 2020 (que pode ser comprado aqui); que é um relatório vazado da agência de inteligência norte-americana que mostra quatro possíveis cenários mundiais no referido ano e em todos eles o Brasil é potência e em boa parte do livro fala-se também de como o petróleo no Oriente Médio está acabando e quando isso acontecer, quais são as alternativas – leia-se, “países-alvo” – que os americanos terão que buscar. Devido a seu destaque cada vez maior no cenário político da atualidade e às suas reservas energéticas, o Brasil torna-se um dos possíveis alvos. Sabendo disso, o governo brasileiro precisa se defender de alguma forma.

Com super-heróis?

Os membros de Os Bandeirantes não se vêem como super-heróis. E a HQ não terá esse clima. Será algo mais voltado para a nova roupagem do James Bond com Daniel Craig e para os filmes da trilogia Bourne com algumas pitadas de Arquivo X.

E como isso será possível no Brasil?

Posso falar tanto do lado criativo quanto do lado estratégico. No lado criativo, é possível por dois motivos. O primeiro é que no Brasil do Zap! HQ, uma pequena parte dos políticos realmente quer ver o país evoluir e eles desviam verba pública para o Projeto Bandeirantes, financiando-o. O destino do dinheiro é todo mascarado de forma a indicar inimigos políticos deles, matando dois coelhos com uma cajadada. Se algo for detectado, indicará um inimigo político, de modo que dificulta uma CPI de descobrir a existência do projeto. Então, sim, há dinheiro. Em detrimento de educação, saúde e outras áreas, mas há dinheiro.

E não é muito longe da verdade, já que o dinheiro do contribuinte é mesmo desviado aos montes, afetando essas áreas. Pena que o destino, na realidade, é muito diferente.

O lado estratégico é que usaremos casos reais de desvio de dinheiro nas histórias. Então se um determinado político se envolveu na vida real em um específico escândalo, mostraremos na HQ que ele era um inimigo político de um dos políticos que estão envolvidos com o Projeto Bandeirantes. É uma forma de trazer a realidade mais para perto, de deixar a coisa mais crível.

No vindouro site oficial do Zap! HQ, haverá uma seção mostrando links de notícias reais cujo conteúdo usamos na história, ajudando na credibilidade das histórias. Acontecimentos do mundo real são inspiração para o desenvolvimento desse mundo fictício, como uma chamada do G1 que está entre os links que guardei: “Brasil oculta prisão de terroristas, dizem EUA em documentos vazados” – citando o caso de documentos oficiais americanos explicando que o governo brasileiro secretamente prende terroristas que moram no Brasil, acusando-os de outros crimes para não atingir o orgulho dos importantes imigrantes árabes. Apenas essa chamada já mostra um potencial criativo enorme se bem explorado. E é o que pretende ser feito em Os Bandeirantes.

E a parte da tecnologia, como fica? O Brasil não é muito conhecido por ser um país de ponta nesse quesito.

Acredito que é uma questão de desinformação do povo. Conversando com um militar aposentado do exército, ele me contou que em 1991, no início da primeira Guerra do Golfo, ainda no governo do Bush Sênior, os tanques de guerra americanos eram todos computadorizados e que os americanos tinham abandonado os tanques mecânicos já havia algum tempo. Quando os EUA levaram os tanques para o calor do deserto árabe, as placas fritavam, de modo que os tanques travavam, tornando seus ocupantes alvos fáceis. Muitos soldados morreram. Os americanos estavam com um problemão nas mãos, pois não havia tempo de projetar novos modelos de tanques mecânicos, adaptar os tanques computadorizados existentes ou mesmo criar versões mais resistentes.

Agentes da inteligência brasileira na região viram isso, relataram ao Ministério da Defesa e estes, por sua vez, apresentaram aos EUA o projeto de um tanque de guerra mecânico. Esse tanque brasileiro não tinha sido construído por falta de verba e seu projeto era mais avançado do que os últimos tanques mecânicos americanos que foram usados. Então, pulando a etapa do planejamento, comprar o projeto e começar a construção imediata era o mais viável. Sendo assim, durante um tempo – até que projetassem tanques computadorizados mais resistentes – os americanos usaram um projeto brasileiro.

Agora te pergunto, qual notícia será mais vista em um site/jornal: a venda de um projeto de tanque de guerra para os EUA ou quem é a nova loira do É O Tchan!?

Muito dos hábitos e cultura popular no Brasil, essa coisa de que aqui tudo é festa, faz com que as pessoas não liguem para “notícias que não acrescentam nada à vida delas”, passando batido. Isso acontece o tempo todo, todos os dias. E tenho feito uma lista de links – no caso de internet – e matérias de jornais e revistas com histórias parecidas desde que soube dessa coisa do tanque de guerra. A ideia é justamente colocar no site oficial para mostrar ao leitor de que o Brasil é mais do que samba, futebol e outras características estereotipadas. Há mais ocorrendo no país do que vemos por aí.

Outra coisa é que a história do tanque mostra que temos cientistas inteligentes e criativos. Criamos coisas o tempo todo, temos ótimos cientistas. E por que não há tantos projetos científicos bons no Brasil? Mesmo caso do tanque de guerra: falta de verba. Ou vergonha na cara de nossos políticos mesmo.

De final, o que acontece quando um país torna-se suspeito de ter uma bomba atômica ou outra arma de destruição em massa, como agentes químicos, por exemplo?

Bom, outros países, com medo, acionam a ONU para que a dúvida seja sanada e se confirmado o caso, restrições a fim de fechar qualquer programa dessa natureza são feitos e em caso de recusa pode haver guerra.

Exato. Outros países caem matando. Então qualquer tecnologia usada no Projeto Bandeirantes dificilmente chegará aos olhos da população, fazendo com que o Brasil continue o mesmo de sempre. Se um país chega e diz que tem seres superpoderosos debaixo de suas asas, as ações seriam as mesmas. Um ser superpoderoso comandando por uma nação é o mesmo que ter uma bomba atômica. E claro, o Brasil no Zap! HQ não quer chamar atenção, não quer que seus projetos secretos sejam descobertos. Então dificilmente veremos uma tecnologia muito forçada – para os níveis de HQs de super-heróis – rodando por aí.

Fora que a tecnologia é desenvolvida pelos ETs capturados em Varginha, presos pelo governo desde 1996.

O Caso Varginha então tem papel importante em Os Bandeirantes?

Sim. Sem esse acontecimento, o Brasil não teria condições de criar Os Bandeirantes. No nosso universo, havia políticos que queriam tornar o Brasil mais forte, mais capaz. Podiam desviar o dinheiro, mas esbarravam em uma outra série de problemas que tornavam a coisa impossível ainda.

Quando ocorreu a captura dos alienígenas em Varginha – o que aconteceu no Universo Zap! HQ – o Brasil tinha nas mãos uma inteligência superior que poderia guiar nossos cientistas e usar nossas verbas desviadas. Afinal, eles não iam para lugar algum mesmo…

Eles nunca tentaram fugir?

Nas histórias, veremos que eles tentaram o tempo todo desde que foram capturados. Mas nunca conseguiram. Então para passar o tempo, resolveram que iam ajudar, depois de toda a insistência do governo. E é no primeiro arco da série que isso, a fuga, ocorrerá.

O projeto Bandeirantes é secreto e, como tal, ninguém de fora dele sabe de sua existência. A iniciativa partiu do então presidente Fernando Henrique Cardoso quando ocorreu a captura dos ETs de Varginha. Trancando-os em instalações secretas do exército, eles dividiram conhecimento com os cientistas militares. O Ministério de Defesa viu então uma oportunidade perfeita para tentar criar algum sistema de defesa realmente eficiente. Verbas e mais verbas foram desviadas, camufladas entre escândalos, usando testas-de-ferro para manter tudo em segredo. Não querendo despertar a atenção de outras nações, a tecnologia desenvolvida pelos alienígenas com o auxílio de cientistas brasileiros não poderia ser de conhecimento geral. O Brasil teria que continuar sendo visto como um país tecnologicamente atrasado, fazendo uso exclusivamente militar desses novos projetos, mantendo as aparências.

Hoje o grupo é responsável por entrar e sair de outros países sem serem percebidos, realizando trabalhos de espionagem e também por defender o limite territorial brasileiro contra possível “interesse” estrangeiro em nossas reservas energéticas – como o nosso abundante petróleo – e também por manter o Brasil mais seguro minimizando problemas internos.

Temos então o governo brasileiro desviando verbas para um projeto secreto de defesa que é desenvolvido com a ajuda de alienígenas. Quem são os membros desse grupo?

Executor, Engrenagem, Volt, Karma, Tentação, Strike e Capeta.

Executor é o líder. É o último a se juntar. O primeiro arco mostra ele se juntando ao grupo quando o líder é Engrenagem. Mais pra frente, Executor se tornará o líder.

E quais são as características de Executor?

Uma de nossas usinas nucleares sofreu um leve vazamento e alguns funcionários foram expostos. Um deles, devido às condições como distância, entre outras, achou que não tinha sido exposto. E em uma das relações com a esposa, a engravidou. Meses depois, ele morreu de câncer. O filho dele é Daniel, que mais tarde torna-se o Executor. Devido a essa contaminação indireta, nasceu com uma estrutura genética ligeiramente diferente, vindo daí algumas habilidades diferentes.

A estrutura genética diferenciada fez com que Daniel nascesse com um número excessivo de neurônios. Isso lhe garantiu uma inteligência elevadíssima devido a capacidade de informação que consegue processar. Também responsáveis pelo estímulo nervoso de nossos sentidos, os neurônios fizeram com que Daniel tenha sentidos apurados. Como os reflexos também são frutos de iguais estímulos captados e trazidos de volta pelos neurônios em conjunto, Daniel os possui em um grau além do humano. Por último, ele consegue estabelecer uma forma muito primitiva e limitada de telepatia que permite a ele “escanear” o corpo das outras pessoas, detectando pontos fracos, como pulmões debilitados, velhas fraturas e outros problemas biológicos que dão a ele a capacidade de fazer a diferença em um combate corpo-a-corpo.

Sua natureza hiperativa faz com que ele se sinta moralmente obrigado a ajudar os outros já que ele tem capacidades e recursos para tanto. Sente-se um inútil caso perceba que desperdiçou seu tempo, sendo que tem capacidade para deixar um legado incrível.

Por que apenas os estrangeiros são os melhores? Daniel tem a visão de que brasileiro tem inúmeras qualidades que podem nos colocar em patamar de igualdade com pessoas de outras nações e é através de seu trabalho nos Bandeirantes que ele contribuirá para fazer do Brasil um lugar cada vez mais digno ao mesmo tempo que quer reconhecimento pessoal. Costuma arranjar problemas burocráticos por achar que os objetivos estão acima de qualquer hierarquia, desde que eticamente e moralmente válidos.

Seu temperamento caótico é completamente contrário à sua organizada e elevada inteligência, sendo uma dicotomia ambulante. É adepto do “destruir para reconstruir melhor”, modificando tudo e a todos à sua volta. Às vezes é visto como estranho ou é incompreendido por sempre estar meia dúzia de passos à frente de todos.

E pra quem curte futebol, ele é são-paulino.

E o Engrenagem? O que pode falar dele?

Sem as duas pernas e sem o braço esquerdo, César era um deficiente físico que vivia de esmolas, perambulando pela rua. Precisando de um voluntário para testes de fusão biológica e tecnológica, o exército propôs a ele um belo retorno financeiro e melhores condições de vida caso aceitasse. E assim ele recebeu seu codinome ao passar pelas mãos dos alienígenas e cientistas brasileiros.

Ele fez um acordo típico de gato por lebre. A alteração de algumas funções biológicas o tornou menos humano não apenas fisicamente, mas também mentalmente. Hoje ele luta para ser mais humano.

Ele conheceu o pior da vida através de uma existência miserável. Hoje ganha bem, faz algo de bom e produtivo. Mas ele não está feliz. É obrigado a ficar longe da família, que pensa que está morto, ajudando-a a distância. Seu novo funcionamento corporal não processa o álcool, então nem se embriagar pode. Esses, entre outros detalhes não o permitem ser humano. Até onde ele aguentará com esse “pacto com o demônio”, ele não sabe, mas está disposto a lutar até a suas últimas forças. Ele sabe da dívida que tem com o governo por dar um propósito a ele, mas sua busca pessoal entra em conflito com seu dever profissional.

É antisocial e mau-humorado. A falta de certas funções corporais – como não comer mais por não sentir o gosto dos alimentos, ingerindo apenas ração humana pré-fabricada – afeta sua personalidade, o que faz com que seja pouco amigável com as outras pessoas.  A pressão aumenta ainda mais devido a ser o líder do grupo, pelo menos no primeiro arco. Será que ele sucumbirá tornando-se um monstro insensível ou seu lado mais humano prevalecerá, com o seu verdadeiro eu dominando a si mesmo?

A mistura de componentes mecânicos e eletrônicos com sua biologia o torna um ciborgue com algumas capacidades físicas e tecnológicas. Ele pode acessar a internet, enxergar alguns espectros de luz, afetar o funcionamento de alguns aparelhos eletrônicos, é fisicamente superior a um ser humano no que tange à força e outros atributos. Essas capacidades, associadas a um rígido treinamento militar o fizeram uma verdadeira máquina de matar.

No caso de futebol, ele é corinthiano.

Strike? Como ele é?

Sérgio é um soldado das Tropas Especiais do Exército que foi outro voluntário para ser alterado pelos alienígenas. É leal a seus superiores e um comediante de marca maior, sendo muito gozador. Gosta do que faz e não tem problema nenhum em demonstrar isso.

Apesar de não parecer, ele é extremamente responsável. Isso tem a ver com fato de ele ser literalmente viciado em adrenalina. E isso é algo que piorou depois da modificação fisiológica ao qual se submeteu, nas mãos dos alienígenas. Quanto maior o perigo, maior sua satisfação pessoal. Por isso é sempre o primeiro a entrar numa missão e o último a sair.

O exército fez dele alguém útil. A experiência fez dele alguém orgulhoso de si mesmo. Vindo de um lar onde a violência doméstica era rotina, Sérgio cresceu achando que era tudo aquilo que seu pai dizia: um idiota inútil e imprestável. Devido a isso, queria provar o contrário, ajudar sua família e ainda fazer com que o mundo fosse menos violento. Hoje, através dos Bandeirantes, luta por essa igualdade. Ele é esperançoso e essa é sua maior virtude.

Brincalhão, extrovertido e pau pra toda obra. Seu comportamento esconde seu interior triste e depressivo, de modo que tenta se distanciar daquilo que foi, tornando-se cada vez mais um novo e melhor ser humano. Se tornará o braço direito de Daniel, sendo o mais confiável membro do grupo. Isso refletirá nele de forma a torná-lo um verdadeiro exemplo de heroísmo.

Seu cerebelo, área do cérebro responsável pelo equilíbrio e pelos movimentos voluntários foi alterada pelos alienígenas. Devido a isso, Sérgio tem um instinto natural de mira sobre-humano, seja usando armas de fogo ou arremessando objetos. Em conseqüência, precisa se colocar sempre em perigo, pois necessita de muita adrenalina como combustível de sua nova capacidade, quase como uma droga.

Seu nome é em inglês porque não poderia ser de outra forma. “Strike” é o termo no boliche para quando derrubamos todos os pinos. Usamos esse mesmo termo aqui no Brasil e é daí que ele tirou seu codinome.

Em futebol, Sérgio é flamenguista.

O próximo é Volt. Pelo nome, tem a ver com energia elétrica, imagino.

Sim. Alex é o melhor amigo de Sérgio. É outro membro das Tropas Especiais que foi voluntário. Enquanto Sérgio é brincalhão, Alex é mais centrado, embora tenha sua cota de piadas devido à influência do amigo. Às vezes precisa se conter para não ficar nervoso.

Manter o grupo unido. É a única família que tem depois que seus parentes morreram num desabamento de morro provocado por forte chuva e enchente. Sempre se sentiu perdido, não tendo ninguém com quem contar em momentos de necessidade. O exército foi seu abrigo e os Bandeirantes são a família que nunca teve. Ele quer construir uma a todo custo.

Patriótico devido a tudo que o exército fez por ele, lutará com todas as forças pelas missões que forem designadas. Não agüenta ver injustiças e coisas que julgue erradas, o que faz com que fique dividido entre algumas das ações do alto escalão. Alex é reservado e taciturno. Ele sabe que qualquer descontrole pode matar alguém.

Ele se tornará um dos mais poderosos membros do grupo e conforme isso acontece, ficará cada vez mais contido e reservado. Isso baterá de frente com sua vontade de construir uma família de verdade.

Desfere e manipula energia elétrica. Alterações feitas pelos alienígenas em seu coração e sistema nervoso deram a ele essa capacidade, tornando-o uma espécie de enguia elétrica humana, pois o funcionamento de seu poder em seu corpo é uma adaptação do funcionamento de eletricidade das enguias.

Ele torce para o Santos.

Vamos para a primeira mulher: Tentação?

Outrora viciada em narcóticos, Tatiana hoje luta contra as drogas através das condições que o exército lhe deu. Enquanto anteriormente vivia uma subvida enquanto drogada, hoje tem dignidade com todo o orgulho. Estudou Psicologia como forma de entender melhor a si mesmo e ajudar os outros.

Chegou ao fundo do poço mais profundo que alguém poderia chegar ao se drogar e fez coisas inimagináveis para manter o vício, chegando, por exemplo, à prostituição. Ela não quer voltar a ter esse tipo de vida e sente-se solidária a quem tem os mesmos tipos de problema. É muito voltada ao combate ao tráfico.

Segundas chances. É nisso que ela acredita e é isso que tenta despertar nas pessoas. Tatiana é hoje uma pessoa alegre e extrovertida. Não condiz com ela se fechar numa concha e excluir-se socialmente agora que ela combateu seus demônios internos e venceu.

Tatiana terá sua convicção testada a todo momento. Ela irá regredir ou consolidar sua vitória pessoal?

Ela foi cobaia de um experimento de combate ao vício desenvolvido pelos alienígenas e cientistas brasileiros. Como efeito colateral, adquiriu a capacidade de exalar feromônios que controlam as emoções alheias. Ela pode despertar paixão, ira, tristeza, entre quaisquer outros sentimentos.

Ela é torcedora do Internacional de Porto Alegre.

Vamos à outra mulher: Karma?

Beatriz foi presa, pegando uma pesada pena, acusada de assassinar o marido e a filha pequena. Ela alega inocência. Um amigo influente intercedeu por ela, dando a chance que ela precisa para descobrir o verdadeiro culpado, mas teria que passar por alterações genéticas que poderiam matá-la. Não foi o caso. Ela agora usa os recursos disponíveis em sua busca.

Ela é uma mãe e esposa destruída. O amor por sua família rivaliza com seu rancor e ódio pelo que fizeram com ela. Alguém tem que pagar e ela fará de tudo para achar o merecedor de tal ira.

Beatriz não confia mais nas pessoas. O seu trauma tem todas as indicações de que o culpado é alguém que ela conhece. E seus poderes exacerbaram ainda mais essa condição.

Beatriz finge ser social. Ela finge entrar no jogo dos outros. Ela finge porque precisa de informações. Enquanto o exército for algo útil, ela fará o que pedem. No cerne da questão, ela se sente sozinha e desamparada.

Para passar pela alteração genética, ela foi dada como morta. Não pode ter mais a vida que tinha antes, ser quem ela era. A partir disso ela está em processo de reconstrução de uma nova Beatriz. Ela se tornou pós-cognitiva. Em outras palavras, ao tocar em objetos, consegue ter visões de impressões do passado acerca do objeto em questão. Ela consegue saber, através de ligação cognitiva se alguém está mentindo ou não.

E não gosta de futebol.

Capeta?

Ser criado em laboratório pelos alienígenas e cientistas brasileiros a partir da combinação do DNA humano com o dos próprios alienígenas. Devido a isso, tem apenas sete anos de idade, sendo praticamente uma criança. Sua aparência monstruosa – semelhante a um demônio – lhe valeu seu codinome. Como é o primeiro – e por enquanto, único de sua espécie – ganhou o nome bíblico, Adão.

Adão não tem sobrenome. Ele estranha isso. Ele nasceu e cresceu preso em um laboratório. Ele não conhece nada além disso e quer conhecer o resto do mundo, além de brincar com outras crianças. Tudo que ele quer fazer é conhecer seus pais – que na verdade não tem – e conhecer o resto do mundo, aonde as outras pessoas a seu redor vão que ele nunca sabe. Como toda criança, ele quer brincar. E isso pode ser muito, muito perigoso.

Adão não entende porque as outras pessoas são tão diferentes dele. Ele desconfia de algo errado, estranho e está o tempo todo tentando saber o que está acontecendo. Ao conseguir sair do laboratório, terá um choque com o mundo exterior. O efeito disso nele será muito pesado.

Ele é absurdamente forte e resistente. Consegue também absorver energia cinética – impacto – exercida contra ele, de forma a ficar ainda mais forte. Tem três corações: um bombeia, o outro absorve a energia e o converte em força muscular e o terceiro é seu reserva em casos de excesso de energia, aliviando os outros dois. Fisicamente impossível de ser detido, é vulnerável a poderes mentais e emocionais.

Agora, imagine uma criança de sete anos com tamanho poder e sendo contida o tempo todo… uma hora o barril de pólvora estoura.

Ele gosta de futebol, mas não sabe ainda para qual time torcer.

E quando veremos uma arte de Os Bandeirantes. Por enquanto, apenas há apenas o logo. Já tem uma equipe criativa fechada?

Além de mim escrevendo, temos um desenhista e um arte-finalista, cujos nomes serão revelados o mais rápido possível. Não temos ainda um colorista. Só falta esse posto para fechar a equipe e estamos sondando alguns nomes.

Soltaremos uma arte de Os Bandeirantes junto com os nomes dos artistas. É que como trata-se de uma equipe, os model-sheets levam mais tempo do que nas outras séries.

Pode adiantar algo do primeiro arco de história?

O Brasil está tendo um papel cada vez maior na política internacional. Uma nação inimiga dos EUA tentará atacá-los usando o Brasil como bode expiatório. Além de mostrar as origens da equipe, eles terão que impedir que o Brasil leve a culpa por algo que o país não fez. Os Bandeirantes são um grupo tático secreto, então eles ficam longe dos holofotes. Ninguém sabe que eles existem e não podem saber, senão o Brasil pode sofrer sanções da ONU. Então tudo tem um clima de filmes de espionagem.

Levando em consideração todas essas informações, qual é o foco da série?

O Brasil é tão indefeso quanto aparenta? Ou isso é o que querem que as pessoas pensem? Para onde vai tanto dinheiro desviado nesse país? Vai tudo mesmo para as contas particulares dos políticos ou há algo a mais, que ninguém sabe? Os Bandeirantes fala direto em nossa auto-estima, criticando nosso estigma de “vira-lata” em relação a países como os EUA ao incentivar uma mudança de paradigma e nossa própria identidade.

É sobre como o brasileiro tem uma baixa auto-estima e se compara sempre de forma inferior com os estrangeiros das principais potências, não acreditando em si. É sobre ser diferente, não sobre ser melhor ou maior.

E o visual deles? Roupas colantes? Acredito que não, já que eles não são exatamente super-heróis e não se vêem assim como já mencionou.

Trata-se do mundo contemporâneo real, com as sutilezas científicas. Os personagens usarão predominantemente a cor preta, tendo outras cores apenas em detalhes muito pequenos. Detalhes de traje serão mais militares e esportivos, como os trajes de alguns atletas olímpicos. A mistura dos oficiais do BOPE em Tropa de Elite com os trajes militares, mas um pouco modernos de Os Supremos é essencial para ter em mente como será o visual de Os Bandeirantes.

Aliás, em nehuma série do Zap! HQ haverá trajes coloridos demais. Sempre terá a predominância do preto com pequenos e sutis detalhes de outras cores.

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